Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 13/11/2020
Com o passar do tempo e a criação de novas tecnologias, como a internet e as redes sociais, as pessoas passam cada vez mais tempo no mundo virtual e isso pode influenciar na vida real. A cultura do cancelamento, é um modo que usuários de redes sociais, como o Facebook e o Twitter, encontraram para denunciar a população o que julgam estar errado ou injusto, os alvos do cancelamento normalmente são os chamados influencers, pessoas com grande reconhecimento e relevância nas mídias, mas a caso de pessoas comuns que sofreram com essa exposição. Ações como a exposição de casos racistas em midias socias como o de George Floyd, um homem negro que foi morto por um policial branco em uma abordagem em Minessota nos EUA, geraram protestos no mundo todo e a atenção ficaram voltados para projetos como o do movimento ativista denominado de “Black Live Matter” que luta contra o racismo. Atitudes como essa, usam os meios virtuais para fazer mudanças e revoluções na vida real, e com isso toda a sociedade é beneficiada. O sociólogo e autor do livro Modernidade Liquida, Zygmunt Bauman, questionado em uma entrevista se a acreditava que as redes sociais são o novo ópio da sociedade, diz que “As redes sociais não ensinam a dialogar porque é muito fácil evitar a controvérsia… Muita gente as usa não para unir, não para ampliar seus horizontes, mas ao contrário, para se fechar no que eu chamo de zonas de conforto, onde o único som que escutam é o eco de suas próprias vozes (…). As redes são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha.”. Em conclusão o pensador, acredita que as redes podem ser úteis, mas acentua as zonas de confortos dos usuários, fazendo que acreditem que a única opinião válida são as suas próprias. Para que a comunidade virtual seja mais prazerosa e saudável, os usuários devem ser mais empáticos, aprender a ouvir e respeitar a opinião do outro, para que cancelamentos por motivos fúteis não sejam efetuados.