Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 13/11/2020

Em meados de 2017, o surgimento da palavra “cancelamento” remete a uma prática virtual que já está acontecendo: resistir a celebridades (famosas ou não) que realizam certos comportamentos “errados” dentro e fora da vida virtual, o ponto é que “cancelar alguém” na Internet não é apenas em ambiente virtual, a pressão e a exigência da mobilização é que esses personagens cancelados sejam os responsáveis ​​por seu comportamento na vida real. Os patrocinadores pararam de vender e o dano foi social e econômico.

Em teoria, qualquer atitude considerada discriminatória, injusta ou imoral deve ser considerada cancelada. Recentemente, para citar alguns exemplos, há o caso de Gabriela Pugliesi, uma influenciadora digital, que foi cancelada devido à quarentena. Rowling, a autora da saga Harry Potter, foi severamente criticada por fãs, atores lendários do cinema e até mesmo colegas profissionais. Eles postaram uma série de comentários no Twitter dizendo que era repugnante.

Todos nós cometemos erros. Você já se perguntou se somos cancelados todas as vezes? Essas críticas podem levar à intolerância, o que é prejudicial à saúde. Quando uma pessoa comete um erro, ela pode aprender com um feedback mais positivo. A solução seria a empatia, a empatia é algo trabalhado desde a infância, saber se colocar no lugar da outra pessoa é essencial para um ambiente melhor e mais saúdavel, a cultura do cancelamento ajuda as pessoas a se sentirem melhor com sigo mesmo, é mais fácil se aceitar quando você foca nos defeitos das outras pessoas, é ai que a empatia entra, elas estão fazendo isso para “lacrar” e se sentirem melhor, mas e as pessoas que elas estão machucando no caminho?. Precisamos ajudar as pessoas a desenvolver um coração aberto e pensar em como as suas ações afetam os outros.