Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 14/11/2020
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a cultura do cancelamento contraria o ponto de vista dele, no Brasil, as pessoas são vitimas de discursos de ódio por fazerem algo de errado nas redes sociais ou por terem visões diferentes. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos em virtude do individualismo e a má influência midiática.
De inicio, vale ressaltar que o individualismo é um fator determinante na persistência desse impasse. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a sociedade atual é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, no que tange à cultura do cancelamento. Essa liquidez que influi sobre o assunto funciona como um forte empecilho para sua resolução.
Outro ponto relevante, é a má influência midiática. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema.
Em suma, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Assim, especialistas no assunto, com o apoio de ONGs também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre a cultura do cancelamento. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia dá com relatos de pessoas que de fato vivenciaram tal problema.