Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 15/11/2020
Desde 1969, quando a internet nasceu, o mundo mudou. Da mesma forma que mudou ao longo dos anos, também mudou o dia a dia das pessoas em torno dele. Da mesma forma, desde 2018, vem se desenvolvendo na sociedade uma cultura de cancelamento, em que alguém é ignorado ou agredido nas redes sociais pelo mesmo ato. Diante disso, dois aspectos importantes se destacam: os motivos pelos quais o recurso foi instituído dessa forma, incluindo a banalização, e quais os danos que causa à sociedade.
Em primeiro plano, podemos destacar que a principal razão pela qual os cancelamentos se popularizaram é que os costumes antigos foram se desconstruindo ao longo dos longos e penosos anos, fazendo com que o racismo, o machismo e a homofobia se tornassem cada vez mais intolerável. Porém, por este motivo, o mundo atual, principalmente a Internet, busca um ambiente cada vez mais perfeito e qualquer erro pode levar ao seu cancelamento, por isso a cultura do cancelamento se torna cada vez mais comum.
Além disso, são notórios os danos a saúde mental e muitas das vezes físicas causados aos cancelados, como ansiedade, depressão, isolamento social, desemprego, que podem ser agravados por comportamentos violentos. Esses danos podem ser óbvios na série ControlZ da Netflix. Hackers vazaram informações pessoais de estudantes, fazendo com que muitas pessoas fossem sinalizadas como racistas e homofóbicas, e fazendo com que fossem canceladas, frustrando e isolando-as. Portanto, cancelar o comportamento de alguém pode acabar com a vida da mesma.
Diante disso, é compreensível que sejam necessárias políticas públicas eficazes para o entendimento das necessidades do sujeito. Para tanto, o Ministério da Educação e as instituições de ensino devem unir esforços para debater com os alunos e formular planos de ensino que lembrem as consequências do incentivo à abolição da cultura, de forma a minimizar o impacto.