Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 18/11/2020
De acordo com a Constituição Federal, promulgada em 1988, todo cidadão brasileiro têm direito à liberdade, à saúde e, acima de tudo, ao bem-estar. Contudo, em decorrência do grande aumento do número de vítimas da cultura do cancelamento nas redes sociais, percebe-se que os ideais presentes na Carta Magna não se fazem presentes no cotidiano da nação. Portanto, medidas são necessárias para amenizar esse impasse que é motivado não só pela insuficiência legislativa, mas também pela discriminação.
A princípio, é imprescindível ressaltar a incapacidade governamental no que tange ao desenvolvimento de leis que barrem o problema em debate. Nesse sentido, de acordo com o Filósofo grego Aristóteles, em seu livro ``Ética a Nicômaco´´, a política existe para garantir a felicidade das pessoas. Porém, é perceptível que o cenário brasileiro atual contraria os ideais de Aristóteles, haja vista que diversas pessoas são vítimas do cancelamento na internet.
Por conseguinte, é indiscutível que a discriminação social também está entre as causas do problema. Nessa lógica, segundo Freud, em seu livro ``Psicologia das Massas e análise do Eu´´, indivíduos tendem a suprimir o próprio ego e agir de acordo com o meio, oprimindo as diferenças. Assim, ressalva-se a importância de certos setores da sociedade, como a família e as escolas, na formação cidadã dos brasileiros, para que o cenário proporcionado pelo cancelamento nas redes sociais deixe de ferir o princípio da isonomia, no qual todos devem ser tratados de maneira igual.
Em suma, com o intuito de diminuir o número de vítimas da cultura do cancelamento, urge que o Poder Público - mantenedor da ordem, das leis, do bem-estar social e do progresso civilizatório - desenvolva, por meio de verbas governamentais, leis que ofereçam punições aos cidadãos que praticarem atos de exclusão social no ambiente virtual. Dessa forma, almejar-se-ia uma sociedade na qual os direitos assegurados pela Constituição se fariam, realmente, presentes no dia a dia do povo.