Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 27/11/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direito à liberdade, saúde e ao bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturbada, visto que a cultura do cancelamento encontra-se efetivada na sociedade. Desse modo, as fake news, informação não verídica, em consonância com os problemas psicológicos são os principais pilares para esses conflitos.
Em primeiro plano, vale ressaltar as falsas notícias como perpetuadora do problema. De acordo com o IBGE, 25% dos cidadãos afirmam terem sido cancelados nas redes sociais injustamente. Por essa perspectiva, muitas pessoas são acusadas de terem feito algo que a sociedade considera errado, assim sofrem uma perseguição inquisitorial repleta de ódio e ofensas, e são privadas de se defenderem amplamente.
Paralelo a esse cenário, surge os distúrbios psicológicos como resposta desse alarmante panorama. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, em sua análise da sociedade, a depressão advém de uma insatisfação do outro com você ou consigo mesmo. Sob essa ótica, esse desgosto corrobora para que as vítimas do cancelamento desenvolvam alguns conflitos psicológicos como: depressão, traumas e transtorno obsessivo compulsivo.
Portanto, com intuito de mitigar a cultura do cancelamento,urge que o Estado, como promotor do bem-estar social, disponibilize subsídio para que o Ministério da Educação reverta essa verba em contração de psicólogos e palestrantes, que por meio de workshops nas escolas, alertariam sobre os efeitos negativo que o cancelamento causa na vida das pessoas. Somente assim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos entrará em completo vigor.