Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 04/12/2020
É notório que a “internet” está presente na vida da maioria da população mundial. Com isso, muitas pessoas expressam suas opiniões nas redes sociais, esse fator pode gerar grandes debates ao nível nacional e mundial que causa o cancelamento por parte da maioria dos usuários de redes sociais como o “Twitter”. Por isso, é preciso discutir quando esta cultura do cancelamento é necessária, tal como pode afetar a vida de algumas pessoas.
Em uma primeira análise, a cultura do cancelamento busca justiça para causas sociais. Desta forma, as pessoas mais afetadas por esse movimento são personalidades famosas que acabam dizendo algo errado ou preconceituoso como, por exemplo, a cantora Marília Mendonça que fez um comentário transfóbico em show ao vivo durante a quarentena. Minutos depois de seu comentário infeliz, Marília Mendonça ficou em primeiro lugar dos assuntos mais comentados do “Twitter” no Brasil, porém logo se desculpou e assumiu seu erro prometendo dar mais visibilidade às causas LGBTQIA+.
Ademais, muitas pessoas são julgadas por falas que fizeram há anos atrás, hodiernamente ocorre muito desse fato com famosos, que talvez nem tenham o mesmo pensamento do passado. Tal fato, pode ser ilustrado na matéria do G1 sobre a cantora estadunidense Camila Cabello que teve comentários racistas ressurgidos na “internet”: ‘Eu era ignorante e uma vez que tive consciência da história, do peso e do verdadeiro significado deste linguajar, me senti profundamente envergonhada por usá-lo’, escreveu a cantora. Ademais, ela se desculpou e presentemente apoia causas como o “Black Lives Matter”. Por outro lado, este fator pode prejudicar a vida e a saúde mental de indivíduos cancelados, que são alvos de discurso de ódio por pessoas que não acreditam em evolução.
Em virtude dos aspectos mencionados, é imprescindível que o Ministério da Cidadania, junto à mídia, por meio de verbas governamentais, promova campanhas nas redes sociais sobre a importância da procura de informações para respeitar o direito de todos sem que fira a alguém. Além disso, é fundamental que o Ministério da Educação, juntamente com as escolas, possibilite palestras com professores qualificados para criar a percepção dos alunos sobre o uso correto da “internet” sem destilar ódio gratuito às pessoas. Somente assim, haverá mais pessoas conscientes e educadas navegando pelas redes sociais.