Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 21/12/2020

Na série televisiva Black Mirror, no episódio Odiados pela nação, é abordado o ódio extremo da população nas redes sociais. Fora das telas, a cultura do cancelamento nas mídias de comunicação ainda é realidade na sociedade brasileira, seja pela ausência de ações governamentais, seja pela falta de empatia dos usuários da internet.

Em primeiro lugar, a ausência de ações governamentais é a principal causa para a eclosão desse fator. A esse respeito, o filósofo Zygmunt Bauman, na teoria Instituição Zumbi, declara que algumas entidades perderam a sua função social, mas mantiveram a sua forma. Assim, o governo se mantém inerte perante a inexistência de programas educativos de convivência nas redes sociais. Isso demonstra a necessidade de uma política pública eficiente para conter o avanço da cultura do cancelamento no país.

Além disso, a falta de empatia dos usuários da internet é um fator importante a ser discutido. Em Quincas Borba, o autor Machado de Assis, por meio da teoria Humanitas, declara a apatia como característica prepoderante nas relações humanas. Dado que a carência de empatia ou diálogos contribuem para a disseminação de comentários ofensivos e desagradáveis na esfera tecnológica mundial. Em consequência, o convívio humano é prejudicado devido o avanço da tecnologia na comunidade.

Em síntese, é urgente que essa situação deixe de existir na contemporaneidade brasileira. Para tanto, o Ministério da Cidadania deve, por meio de palestras educativas, investir em programas sociais de convívio nas redes sociais a fim de implementar ensinamentos referente as regras do mundo virtual. Da mesma maneira, as ONGs (Organizações não Governamentais) devem, mediante dos meios de comunicação, incentivar a empatia entre os usuários da internet com a finalidade de diminuir os impactos causados pela cultura do cancelamento. Dessa forma, a série será um aprendizado para diminuir o ódio nas mídias sociais.