Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 16/12/2020
A consciência coletiva, para o sociólogo Émile Durkheim, é um sistema de regras e tradições que exer-
ce pressão sobre o ser humano de maneira a influenciar seu comportamento. Congruente a este pensa-
mento, hodiernamente, observa-se que as ações dos indivíduos mediante as mídias digitais tem sido fo-
mentada por uma gama de notícias que causam comoção de internautas gerando uma consciência coletivista, o que é interligado a cultura do cancelamento. Sem embargo, cultura do cancelamento possui princípios negativos, que por fim, acabam sendo estimuladas por indíviduos com más idealizações, uma vez que por intermédio destes sujeitos propagam-se discursos de ódio, e ademais o falso sentimento ético-moralista. Deste modo, é fulcral o exame de tais pontos, a fim de que a sociedade corrente compreenda os efeitos da cultura do cancelamento.
É profícuo salientar, em primazia, que incontáveis canceladores utilizam como ferramamenta comunica-
tiva os dicursos, sendo grande parte deles embasados por ódio e repulsa, e é o que se apresenta como o principal impasse dentro da comunidade digital. Analisando-se, temporalmente, nota-se que os discursos de ódio foram extremamente utilizados, mormente no contexto da ascensão de grupos extremistas, como, o Nazismo, na qual se tem como figura central Aldof Hitler, que através do seus discursos, propagou ideias radicais, e também pensamentos de repulsa em relação a outras etnias. Em função disso, é notável que o momento histórico é análogo aos indivíduos nas redes sociais, que confundem liberdade de expressão com discurso de ódio, e acabam tendo defluência sobre internautas, gerando, assim, a pessoa cancelada infortúnios no âmbito psicológico e emocional.
Em segunda instância, vale ressaltar que o principal óbice que proporciona tais vicissitudes dentro da cultra do cancelamento é o falso moralismo empregado por inúmeros canceladores para a promoção de um falso sentimento ético-moralista superior. Acerca disso, é congruente trazer o pensamento do filósofo Hegel, no qual desvela sobre a ética aplicada, que se baseia na discussão do que é obrigatório ou permissível fazer ou agir em relação a situações concretas. Isto é, o falso moralismo é comumente utilizado por indivíduos do campo do cancelamento que regem o certo e errado, porém agem contra os princípios pregados por estes, o que, consequentemente, culmina na exiguidade de efetividade das ações da cultura do cancelamento.
Urge, portanto, a necessidade de mitigar tais impasses, a fim do progresso do movimento. Com isso, tornar-se-á vital que o Ministério da Cidadania, juntamente com as mídigas digitais propaguem sobre a relevância do envolvimento cidadão em questões sociais e políticas através dos meios tecnológicos, promovendo, assim, através de posts a legítima função da cultura do cancelamento, e sua atuação.