Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 09/12/2020
Em meados de 2017, o termo “cancelamento” surgiu para nomear uma prática virtual que que já vinha acontecendo:o boicote a personalidades(famosas ou não) mão cometeram alguma violência dentro e fora do espaço virtual.
Popularizado e difundido a partir de movimentos de denúncia como o #MeToo, que expunha casos e nomes de agressores sexuais, o movimento começou com o decorrer do tempo o a mudar de cara: não é mais necessário ter cometido um crime para ser cancelado, o uso de um termo equivocado, uma expressão que reproduz preconceitos ou até mesmo o silêncio sobre um outro caso de injustiça já virou motivo de cancelamento.
Há é claro, quem defenda a cultura do cancelamento como meio de romper com a estrutura de poder que blinda pessoas previlegiadas na na sociedade.
Afinal, foi por meio dela que grupos minoritarios conseguiram expor violações a direitos humanos e fazer sérias denúncias. Mas será que, a longo prazo, " cancelar" resolve problemas estruturais de desigualdade? ou apenas reproduz uma lógica punitivista ao linchar quem muitas vezes fez um comentário por ignorância ?Conversamos com uma pesquisadora que estuda o papel das mídias sociais em discussões do tipo e explicamos como nasceu, como se modificou e com opera a a cultura do cancelamento.
Os motivos que os fizeram ser “cancelados” são vastos: desde publicações e comportamentos considerados racistas, homofóbicos ou machistas até supostas conivências com governos extremistas e autoritários.
Raul, por exemplo, foi cancelado depois que uma biografia publicada 30 anos após sua morte afirmou que ele teria entregado o amigo Paulo coelho.
Portanto vale lembrar, no entanto,que nem só de erros de interpretação se fazem os cancelamentos.Na verdade, eles são momentos isolados que mostram que ás vezes as coisas fogem do controle.