Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 08/12/2020
No final do século 19, com o crescimento dos meios de informação, intensificou-se o uso da internet, com isso, surgiram as redes sociais, Facebook e Twiter. Diante disso, os indivíduos passaram a ter um ambiente para expor suas opiniões e pensamentos. Entretanto, em virtude dos altos índices de intolerância e da padronização social comportamental, surge a cultura do cancelamento, que foge completamente os princípios da liberdade de expressão garantidos pela constituição.
Diante desse contexto, “A internet deu voz a uma legião de imbecis”. Análogo a isso, a frase dita pelo escritor Umberto Eco, retrata a realidade dos praticantes da cultura do cancelamento. Nessa perspectiva, criada para reportar casos sociais como, machismo, racismo e violência, respetivo ato foge completamente sua essência, contribuindo para o aumento da intolerância, já que, seus praticante marginalizam, descriminam e até agridem o cancelado tanto nas redes sociais como também pessoalmente. Assim, comprometendo o bem-estar social dos envolvidos.
Outrossim, as redes sociais permitem a interação com conteúdos que apenas são de interesse do usuário. Dessa forma, os internautas estão envoltos numa bolha social de pensamentos padronizados. Neste viés, o contato com postagens que fogem da opinião do internauta é o gatilho para o cancelamento de respetiva ação ou ideia, a exemplo de preferências por partidos políticos de direita. Destarte, ações como, boicotes à pessoas e instituições, incentivando o não-consumo de seu conteúdo é frequente pela cultura do cancelamento, pois apenas um ideal é o certo.
Portanto, diante das consequências da cultura do cancelamento na sociedade contemporânea. Cabe, ao Estado, Órgão de maior responsabilidade, intervir em casos de violência, homofobia e machismo, por meio de uma maior fiscalização nas redes, como a criação de um site de denúncias que reportem tais atos, evitando assim que a própria população seja responsável pela punição dos infratores. Logo, casos de intolerância serão evitados e o bem-estar será mantido. Como também, a veiculação de campanhas nas redes, que estimulem uma maior empatia entre os internautas com dicas de comportamentos de modo que, caso não goste de um perfil, deixar de segui-lo e não expor este perfil ao ridículo e muitas vezes propagar o ódio, a fim de uma sociedade mais civilizada.