Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 14/12/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês, Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência se conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea, é o oposto do que o autor prega. Uma vez que a cultura do cancelamento apresenta barreiras, às quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ineficácia para a resolução de crimes virtuais, quanto da intolerância dos internautas. Desse modo, faz-se mister a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.                   Precipuamente, é fulcral pontuar que a cultura do cancelamento deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Robbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da sociedade. Entretanto, isso não ocorre no Brasil, devido à falta de atuação das autoridaes, que nada fazem para reverter essa situação, onde cada vez mais pessoas acreditam que a internet é terra de ninguém, e que suas ações não afetarão fortemente a pessoa do outro lado da telinha. De acordo com o relato da Cyber Security, em 2017, o Brasil passou a ser o país com o maior número de casos de crimes virtuais, afetando cerca de 62 milhões pessoas. Dessa forma, torna-se fundamental a reformulação dessa postura estatal, de forma urgente.

Ademais, é imperativo resaltar a intolerância dos internautas como promotora do problema. Partindo desse pressuposto, é grande o número de pessoas que se deixam contaminar pelo dito “complexo de Deus”. Perdemos a capacidade de sentir empatia, e de nos colocarmos no lugar do outro. Queremos, e nos achamos no direito de exigir que as pessoas sejam perfeitas, e que as mesmas, hajam de acordo com as nossas expectativas. Caso contrário, elas serão canceladas, sem nehuma piedade. O que acontece muitas vezez,é uma reclusão. Tristeza, ansiedade, e até depressão. Segundo a OMS, somos o país mais deprimido da américa látina, com mais de 12 milhões de doentes. Tudo isso retarda a resolução do impecilho, já que a intolerância contribui para a perpetuação desse quadro deletério.               Assim, medidas exequíveis devem ser tomadas, para conter o avanço da problemática na sociedade brasilaira. Dessarte, com o intuito de mitigar a onda do cancelamento, necessita-se, de forma urgente, que o Tribunal de Contas da União, redirecione capital, que por intermédio do Governo Federal, será revertido em políticas públicas, que visarão atender às vitímas, e concientizar os internautas, de forma eficiente, por meio de ações sociais. Assim, a coletividade alcançará a Utopia de More.