Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 31/12/2020
Segundo Jean Jacques Rousseau, pensador iluminista do século XVIII, “a concordância faz com que permaneçamos estacionados e a discordância faz com que cresçamos”. Nesse contexto, a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea seria uma maneira de amplificar a voz de grupos oprimidos e promover mudanças, principalmente por meio da internet. No entanto, a falta de empatia e a imprudência no âmbito jurídico geram consequências enormes na vida de quem é cancelado.
Analisando, na medida em que coloca em risco a integridade moral e a dignidade de quem é alvo do discurso de ódio, a cultura do cancelamento, atrelada a falta de empatia passa a ser manifestação de intolerância. Alfred Adler, psiquiatra escocês que fora seguidor de Freud, mostra em sua teoria da Psicologia Individual que os seres humanos são egoístas, principalmente quando investidos de interesse social. Nesse sentido, as pessoas enxergam somente o erro do próximo, promovendo críticas maldosas que ocasionam várias consequências, entre elas prejuízos financeiros e sociais e traumas psicológicos e emocionais.
É necessário, portanto, que medidas sejam efetivadas para resolver esse impasse. Cabe ao estado, na figura do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos crie propagandas que discutam sobre palavras e atitudes cometidas nas redes sociais, por meio de comerciais educativos, para que as pessoas possam refletir sobre o tema e tenham mais empatia com o próximo. Ademais, o Ministério da Saúde deve garantir atendimento psicológico gratuito à população. Dessa forma, ao invés de cancelarem, ajudarão e ensinarão tais indivíduos a agirem da melhor forma.