Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 11/01/2021
Segundo Platão, filósofo clássico, ‘‘o importante não é viver, mas viver bem’’. Essa teoria não se encaixa ao atual panorama brasileiro devido à cultura do cancelamento, fruto da negligência do Estado e da banalização dos discursos de ódios. Dessa maneira, proporciona o desenvolvimento de doenças físicas e perda do efeito do empoderamento das minorias. Por isso, meios para combater essa situação são necessários como, um projeto educacional.
Em primeiro plano, cabe ressaltar que, conforme Thomas Hobbes, filósofo inglês, ’’ é dever do Estado zelar pelo bem-estar da sociedade,pois ambos estão unidos pelo contrato social’’. Entretanto apesar de a Constituição de 1988, assegurar que todos têm o direito à comunicação e ao livre pensamento, essa ainda é deficiente, tendo em vista a cultura do cancelamento, pois,um post,uma entrevista,um stories abordando assuntos delicados como,política,questões raciais e de minorias podem levar uma pessoa ser ‘‘cancelada’’,porque as redes são uma espécie de tribunal virtual,no qual a população tende a condenar e punir aqueles que praticam algo que é julgado errado,como aconteceu com a bloqueia Gabriela Pugliesi,na qual fez uma festa durante quarentena contra o COVID-19 e, por isso, foi cancelada nas redes sociais.Em face desse problemas,as pessoas ficam submetidas a doenças psicológicas como,depressão,ansiedade e estresse,após o seu cancelamento na internet.
Em segundo plano, cabe mencionar que essa situação é corroborada pela banalização dos discursos de ódio, pois, consoante a filósofa Hannah Aredt, toda forma de práticas consideradas maléficas tendem a serem banalizadas e, por conseguinte, perdem seu caráter crítico e sua eficiência, visto que é praticada por muitas pessoas. Ao seguir essa linha de pensamento, observa-se que essa temática contribui para a relação entre a cultura do cancelamento e a perda dos efeitos do empoderamento das minorias, haja vista que as amplas discussões e cancelamentos constantes contribuem para que essa prática se torne exageradas e questões como, racismo, luta das mulheres e da comunidade LGBTQIA+ se perca durante o processo.
Dado o exposto, cabe ao Estado, como gestor dos interesses coletivos, por intermédio do Ministério da Educação, autorizar as realizações de projetos educacionais, com o intuito de apresentar e orientar o usuário da internet sobre os malefícios e os problemas da cultura do cancelamento, com a intenção de não se perder o empoderamento das minorias e amenizarem os problemas psicológicos. Essas ações devem ser realizadas por meio de fiscalizações e análises das publicações, com o intuito de garantir a prevenção da imagem dos usuários, para que, com isso, toda população possa usufruir da Carta Magna. Feito isso, a teoria de Platão será concretizada.