Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 15/01/2021

Segundo matéria do TAB UOL, a cerimônia do Oscar em 2019 não teve apresentador, pois o então comediante Kevin Hart, que faria o papel, havia sido “cancelado”. Nessa perspectiva, em que pesa o debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea, é preciso entender que tal ação pode mobilizar o povo em torno de assuntos críticos à sociedade, mas o seu descontrole pode destruir a vida de um inocente. Primeiramente, é elementar compreender que o cancelamento é uma forma de mobilização na qual quem comete um ato de preconceito, por exemplo, sofre um boicote severo e perde sua “credibilidade” na internet e fora dela. Além disso, esse movimento tem gerado debates importantes, como, por exemplo o “#MeToo”, em que atrizes famosas passaram a expor outros famosos que praticaram assédio contra ela. Dessa maneira, vários desses denunciados foram investigados e presos, demonstrando o poder que essa mobilização possui e mostrando o quão grande é o assédio na vida feminina, conscientizando as pessoas a denunciarem os assediadores. Em segundo plano, entretanto, é essencial analisar que, como diz o ditado popular, tudo em excesso é prejudicial e o cancelamento não foge a tal regra, quando se discute sobre sua. Assim, o seu descontrole tem vitimado pessoas inocentes, que acabam perdendo suas vidas e sem chance de se defender, como, por exemplo, segundo o G1, no ano de 2014, uma mulher foi morta por terem espalhado um boato de que a moça fazia “magia negra”, sendo seu cancelamento materializado em sua lamentável morte. Dessa forma, é urgente que esse tema seja regulado pelas instituições públicas para que evitemos que mais indivíduos tenham suas vidas ceifadas por outras, a partir de qualquer informação verídica ou não no mundo digital, garantindo-lhes o direito à defesa.