Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 11/01/2021
A Terceira Revolução Industrial, também conhecida como Revolução Técnico-Científica, trouxe diversos avanços na economia, na política e na arte. No entanto, o que se percebe na realidade atual, é a contradição dos efeitos positivos desse acontecimento, uma vez que é necesssário discutir sobre as causas e consequências negativas da cultura do cancelamento na realidade brasileira. Desse modo, faz-se necessário o debate em torno das questões que agravam a problemática, como a facilidade de propagação do discurso de ódio e a dificuldade de remissão dos “cancelados”.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que uma das causas da discussão sobre o cancelamento ser bastante recorrente é pela sua rápida difusão. Nessa lógica, Adorno e Horkheimer critivacam a facilidade do discurso de ódio ser divulgadas pelas mídias sociais. Diante disso, ao relacionar o posicionamento dos filósofos com a questão de exclusão dessas pessoas, principalmente da internet, é extremamente importante destacar que a ausência de medidas públicas direcionadas ao monitoramento de notícias falsas, pode prejudicar um indivíduo. Além do mais, pessoas “canceladas” tem mais probabilidade de desenvolver depressão, ansiedade e até mesmo suicídio.
Ademais, vale destacar que uma das consequências da cultura do cancelamento é a dificuldade que esses indivíduos possuem de se reintegrar na sociedade. Nesse sentido, de acordo com a Constituição federal, promulgada em 1988, todos têm o direito de fala, mas também de remissão. Entretanto, o que se percebe na realidade atual, é a contradição da ideia constitucional, uma vez que um cidadão que cometeu um erro, sempre será julgado e excluído pelo seu ato. Diante disso, é extremamente importante que cada pessoa tome cuidado ao expor e defender uma opinião que expressa um discurso racista, machista ou homofóbico.
Tornam-se, portanto, necessárias medidas que solucionem a falta de discussão sobre a cultura do cancelamento no Brasil. Desse modo, cabe aos Governo Federal, poder máximo em todo o território nacional brasileiro, por meio de verbas públicas, investir em programas que monitoram a publicação de notícias que reproduzem o ódio nas mídias sociais, com finalidade de diminuir a facilidade desses compartilhamentos, uma vez que são prejudiciais para a construção de uma sociedade mais empática e respeitosa. Além disso, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, deve proporcionar uma educação digital aos alunos, a fim de que todos possam diferenciar um discurso preconceituoso de uma simples opinião. Somente assim, tornaremos uma sociedade mais compreensiva com o próximo.