Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 12/01/2021
Com a Revolução Técnico-Cientifica-Informacional e o desenvolvimento da Internet, novos espaços de comunicação e posicionamento surgiram: as redes sociais. Dado a isso, em um contexto de problemas ambientais, preconceitos e atos que contrariam a ética social, os usuários das redes passaram a se posicionar e a criticar aquilo que consideram errado; isso se chama “cultura do cancelamento”. Com efeito, é preciso debater sobre o tema, buscando analisar sua conjuntura, prós e contras.
Nessa perspectiva, no final do ano de 2020, no Brasil, um homem negro foi assassinado por seguranças do mercado Carrefour, que desconfiaram do caráter do cidadão devido ao tom de sua pele. Esse acontecimento abriu espaço para críticas e xingamentos nas plataformas digitais – com hashtags, grupos de discussão e protestos, causando inúmeras perdas à rede de mercados. Com isso, conclui-se que o “cancelamento” promove o livre-arbítrio, o debate, a formação de opinião e a discussão de temas até pouco tempo deixados de lado, como racismo, feminismo e questões ambientais.
Em contrapartida, muitas vezes os “cancelados” enfrentam consequências desnecessárias, pois não têm a chance de se explicar, conversar sobre o ocorrido ou se defender. Também se observa que, enquanto alguns “cancelamentos” são verídicos e merecem um lugar nas mídias, outros possuem pouco embasamento e são passiveis de questões individuais, não sociais. Logo, é preciso encontrar meios de fazer críticas mais estruturadas e que contribuam para a ética social.
Dado o exposto, a fim de garantir a veracidade e o embasamento dos “cancelamentos”, cabe à Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a partir do monitoramento, confirmar os fatos antes de sua divulgação nacional, promovendo, assim, a liberdade de se expressar, mas também o respeito aos direitos humanos. Ademais, é importante que as escolas desenvolvam projetos de debates nas redes sociais, para que, por meio do incentivo e da informação, as crianças e jovens saibam como se posicionar, criticar e debater sem agredir ou invadir os limites do outro.