Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 13/01/2021
Conforme o trecho do poema de Carlos Drummond de Andrade “no meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho”. De maneira análoga a isso, a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o desencademento de transtornos mentais ao cancelado e ataques cybernéticos contidos de ameaças.
Primeiramente, é indubitável que o desencademento de transtornos mentais como a ansiedade e depressão ao cancelado vem como decorrência dos vários comentários maldosos referente ao ato cometido. Segundo a Organização Mundial da Saúde a OMS, cerca de 9% da população brasileira sofre de algum transtorno, e esse número só vem crescendo. Conquanto, torna-se indiscutível como essa prática contribui veementemente para o crescimento da por centagem acima.
Outrossim, é notório os constantes ataques cybernéticos ao indivíduo, a partir do momento que alguém é considerado “cancelado” os comentários, as opiniões de mau grado começam a vir como uma avalanche. Dessa forma como a frase de Augusto Cury “Frágeis usam a violência, e os fortes, as ideias”. Sendo assim qualquer um pode cometer uma falha e acabar na prática do cancelamento, não justificando tais ataques.
Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário a adoção de medidas que venham amenizar a cultura do cancelamento diante da sociedade. Por conseguinte, cabe as plataformas digitais como Facebook, WhatsApp, Instagram dentre outros a banir usúarios de suas rede ao primeiro sinal de cancelamento, opressão e até mesmo perseguição contra outro ser humano, por meio de alterações em suas diretrizes as tornando mais rigorosas, a fim de fazer o indivíduo refletir se de fato ele deve continuar contribuindo para a cultura da exclusão e acabar perdendo de uma vez por todas sua conta na plataforma. Somente assim tiraremos a pedra do caminho da sociedade que é a cultura do cancelamento.