Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 15/01/2021

Segundo a lei da inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força for é aplicada sobre ele. Fora física, é possível perceber a mesma condição que concerne a cultura cancelamento na sociedade contemporânea, que segue sem intervenção que o resolva. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para solucionar essa situação, que tem como causas a má influência midiática e falta de conhecimento.

Em primeiro plano, é preciso atentar para as mídias sensacionalistas na questão. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criando como instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, observa-se que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação, intensificam a cultura do cancelamento com notícias, muitas vezes, sem respaldo. Dessa forma, influência na consolidação do problema.

Em segundo análise, essa problemática faz terreno fértil no déficit de conhecimento da população. De acordo com o filósofo Schopenhauer que defende que o limite do campo de visão de uma pessoa, determinam o seu conhecimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso a notícias sérias, intensifica a cultura do cancelamento o que torna a resolução ainda não complexa.

Logo, superar esse panorama é mostra-se um grande desafio da pós-modernidade. Cabe ao ministério comunicações em parcerias com as redes de grande acesso promovam campanhas por meio vídeos explicativos em horários nobre como fazer uma pesquisa apurado. É possível, também, criar hashtag para identificar a campanha e para uma maior visibilidade, afim de conscientizar a população sobre sobre as consequências do cancelamento. Assim, os conceitos de lei da inércia, permanecerão nos livros de física, distante da realidade brasileira.