Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 16/01/2021

De acordo com Aristóteles, “A base da sociedade é a justiça”. Entretanto, o cenário do Brasil no século XXI contraria-o, uma vez que a cultura do cancelamento demonstra-se como uma questão injusta. Nesse contexto, perecebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da má influência da mídia e de uma lacuna educacional.

Primeiramente, é preciso salientar que a má influência da mídia na sociedade contemporânea é uma causa latente do problema. Segundo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia, não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, infelizmente é vísivel a circulação de notícias falsas sobre diversas pessoas da sociedade, ou seja, nas redes sociais é que se dá o início da cultura do cancelamento,  oprimindo pessoas com mais influência e às deixando a mercê da manipulação das redes.

Além disso, outra causa para a configuração do problema é uma lacuna educacional. Conforme Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. No que tange aos debates sobre a cultura do cancelamento, verifica-se uma forte ascendência da escola, uma vez que não tem cumprido seu papel no sentido de reverter e previnir o problema, visto que não tem trazido esse assunto para sala de aula, com o intuito de ensinar os alunos sobre o tema e para que este deixe de ser silenciado por grande parte da federação.

Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Assim, é dever do Ministério da Educação, em parceria com as escolas, promover espaços para rodas de conversa e debate sobre a questão no ambiente escolar. Tais eventos devem ocorrer por meio de períodos de contraturno, contando com a presença de professores e especialistas nas redes sociais. Em seguida, essas medidas devem ser abertas à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam a importância das publicações feitas na mídia e para que a cultura do cancelamento deixe de existir.