Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 19/01/2021
O livro ‘‘Amor e Redenção’’ de Francine Rivers, retrata os julgamentos morais que a protagonista e a mãe sofrem por serem meretrizes. No contexto atual, a cultura de ódio gerado, devido ao cancelamento virtual, agrava a sentenciação moral de conceitos sociais, como o qual foi citado no livro ‘‘Amor e Redenção’’, ou críticas banais. Nesse sentido, o problema é influenciado em virtude da falta de responsabilidade social e da má influência midiática.
Primeiramente, a influência ruim da mídia é um complexo dificultador. Conforme a série ‘‘Black Mirror’’, em um de seus episódios demonstra um momento em que internautas, após criticar e propagar ódio sobre um assunto em uma rede social, estão sendo atacados por abelhas inteligentes do governo, que foram hackeadas por um homem que deseja fazer com que a população tenha consequências de comentários feitos na internet. Nessa perspectiva, a ausência de diálogo e a forma superficial das críticas virtuais impede um impacto real, a cultura de ódio disseminado na série e na existência alimenta um ‘‘mundo de espetáculo’’, onde dentro dessa visão alternativa, pensamentos e comentários são proibidos, e os usuários são os acusadores.
Além disso, a falta de responsabilidade social pode agravar as sentenças, tanto no cotidiano, quanto virtual. No reality show ‘‘Big Brother Brasil’’, os participantes convivem em uma casa televisionada para todo Brasil, aonde vão saindo de acordo com o público, até sobrar o vencedor, mas a edição de 2020 mostrou como comentários e comportamentos foram observados e levado às discussões online, eliminando diversos candidatos. Devido ao programa, é notório como qualquer ato desagradável causa o impacto de ‘’eliminar’’ alguém de seus meios, a liberdade de expressão social é um espelho para o cancelamento virtual, onde a população não opta por respeitar os direitos básicos do outro, crendo ser uma liberdade de opinião.
Em virtude dos fatos, é perceptível a precisão de medidas para serem tomadas. Para isso, o Ministério da Cidadania deve elaborar um aplicativo de discussões saudáveis, com a finalidade de ampliar o diálogo, trazendo impacto real e críticas mais embasadas, ademais, com o apoio de iniciativas privadas como o Facebook, Twitter e Instagram, que pode impulsionar publicações, propagandas e documentários, ambos vão disseminar a conscientização de comentários, acabando com a cultura do ódio. Assim, sociedade como a protagonista de ‘‘Amor e Redenção’’ conviveu, ficará apenas na ficção e a população terá uma conduta reparadora, consciente e humanizada.