Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 26/01/2021

A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro - assegura a todos uma boa qualidade de vida. Entretanto, quando diz respeito à cultura do cancelamento, que vem sendo cada dia mais utilizada nas redes sociais a fim de repugnar ações e/ou comentários de figuras públicas, essas condições, muitas vezes, não são alcançadas, seja por intolerância ou porque os acusados são “cancelados” por discursos antigos, em que as pessoas menosprezam a possibilidade da evolução.

A priori, vale ressaltar que, segundo Albert Ainsten, um renomado físico teórico, é mais fácil desintegrar um átomo do que o preconceito. Nesse viés, a repressão face ao que é “diferente” para muitos indivíduos acaba sendo um fator que, infelizmente, acontece na comunidade hodierna. Prova disso foi o que aconteceu com o artista Tammy Miranda, em que a população o atacou por ele, um homem trans, fazer a campanha publicitária do dia dos pais da Natura em agosto de 2020. Portanto, é necessário que, desde cedo, as escolas comecem a passar o conceito de tolerância para as crianças.

Ademais, é válido informar que, em 2018, o youtuber Julio Cocielo recebeu inúmeras críticas por causa de mensagens que o mesmo tinha publicado no seus meios de comunicação no ano de 2011, o artista se pronunciou afirmando está arrependido e que tinha evoluído os pensamentos ao longo dos anos, mas os discursos de ódio continuaram. De acordo com Pierre Bordieu, um importante sociólogo, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nesse sentido, é imprescíndivel que o tribunal da internet saiba apresentar, de maneira coerente, as suas insatisfações, já que todos estão sujeitos à evolução. Infere-se, pois, que as autoridades estabeleçam políticas públicas, com o intuito de minimizar essa situação caótica.

Logo, para melhorar as condições da cultura do cancelamento na sociedade contemporânea, cabe ao governo, em parceria com o Ministério da Educação, estabelecer projetos educacionais desde a educação infantil, para que as crianças já cresçam sabendo sobre a importância da conversa civilizada e os problemas que a falta dela e da condescência podem trazer. Além disso, incumbe ao Estado, juntamente com a mídia, quarto poder, e os meios de comunicação, estabelecer projetos que alertem os impasses que os ataques sem o mínimo de empatia podem trazer e divulguem a necessidade de se ter uma boa relação tanto nas redes, como fora delas. Feito isso, a Carta Magna Cumprir-se-á.