Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 31/01/2021
Em janeiro de 2020 a cantora de rap Carol Conka que recentemente entrou no reality show BBB21, exibido na emissora da globo, tem sido alvo de cancelamentos devido ao seu posicionamento dentro do reality relacionado a xenofobia e transfobia, que foi, imediatamente, rechaçada pelos usuários da internet, acusando a cantora de xenofobia e transfobia e, assim, cancelando-a. Tal cultura do cancelamento, isto é, reeprender personalidades que tiveram um comportamento negativo dentro ou fora do espaço da internet, leva, muitas vezes, á responsabilização e punição justa do denunciado, porém, essa pode perder o senso de proporção, cancelando pessoas e não atitudes. Dessa forma, percebe-se que é fundamental discutir acerca desse tema.
Em primeiro plano, o cancelamento se mostra, em grande parte dos casos, como uma boa alternativa para acabar com os comportamentos preconceituosos e negativos. Isso é desprendido dos resultados do movimento Metoo, o qual denunciava, através das redes sociais, acusados de assédio e agressão sexual, levando, por meio disso, à prisão e responsabilização de diversos abusadores que eram protegidos devido ao poder a eles atribuído. Portanto, nota-se que a cultura do cancelamento é vista como um movimento que rompe com uma estrutura de poder, fazendo uma denúncia justa daqueles que eram blindados que de outra forma não seria ouvida.
Sendo assim, o objetivo de cancelar as pessoas nas redes sociais acaba sendo visto de uma maneira negativa, acarretando problemáticas.
Em primeira Instância, os ataques constante acabam criticando somente o indivíduo e não o seu comportamento. Logo a pessoa é cancelada, mas as raizes do problema não sofrem mudanças e essa continua a ser cometida. Sendo assim é notório que é extramamente necessário concentrar esforços em prol de uma maneira mais justa de denunciar atitudes negativas nas redes sociais. Posto isso, o Ministério da Educação, em parceria com as instituições de ensino, deve alertar os jovens sobre os problemas causados pela cultura do cancelamento por intermédio de discussões e debates em sala de aula, buscando, assim, impedir que os alunos julguem os outros de maneira arbitrária na internet.