Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 25/01/2021
Depressão. Isolamento. Ameaças. Essas são questões que caracterizam a cultura do cancelamento na sociedade brasileira, uma vez que essa atitude destrói a vida de várias pessoas no Brasil. Diante dessa perspectiva, a falta de empatia e o mal uso das redes sociais refletem um cenário desafiador, seja em virtude do forte individualismo ou pela lenta mudança na mentalidade social.
Em primeiro plano, é presico atentar ao individualismo presente na questão. Na obra “Modernidade líquida”, Zygmunt Bauman defende que a sociedade atual é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, no que tange o alto nível de exclução nas redes sociais, pois o individualismo faz com que as pessoas não tenha empatia com o próximo e assim promvendo ataques nas redes sociais. Portanto, essa liquidez que influi sobre a questão funciona como um empecilho para sua resolução.
Outrossim, a lenta mudança na mentalidade social ainda é um grande impasse para resolução do problema. Para Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão da cultura do cancelamento é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social intolerante , a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa.
Portanto, para que realmente aja o fim da cultura do cancelamento e passe ser uma realidade brasileira, medidas precisam ser tomadas. Então, é preciso que o Ministério da Educação, em parecia com o Conselho Federal de Psicologia do Brasil, desenvolvam “workshops”, em escolas, sobre a importância da empatia para o enfrentamento de problemas sociais e para o equilíbrio da sociedade. Além disso, podem ser ofertadas atividades práticas, como dinâmicas e dramatizações, a fim de tratar o tema de forma lúdica, para que a empatia seja uma prática presente em situações como da cultura de cancelamento.