Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 28/01/2021
De acordo com a Constituição federal, de 1988, é garantido a todos os brasileiros a liberdade de expressão no País, desde que essa não atinja negativamente os outros cidadãos. Concomitante à isso, surge a cultura do cancelamento, que possui por eixo central boicotar indivíduos que demonstrem condutas preconceituosas e que denigram a liberdade de expressão de outras pessoas. Contudo, o cancelamento online possui entraves que desvalorizam o seu uso, os quais são não só o envolvimento em superfluicidades na internet, que se mistura ao ato de espalhar ódio gratuito na internet, como também a própria pouca efetividade que essa atividade possui no mundo real.
Sob essa análise, denota-se a banalização da atividade supracitada como uma das questões centrais. Condizente com a liquidez da sociedade, proposta por Bauman, as instituições e hábitos, na atualidade, mudam incontrolávelmente, o que igualmente vale para o uso do cancelamento na internet. Desse modo, uma ferramenta que teria grande potencial de exprimir a vontade popular passa a ser utilizada de maneira supérflua, e causa, por consequência, seu novo tratamento como um mero meio de opinar indiscriminadamente na internet. Essa situação configura-se como uma irresponsabilidade por parte da população, que deve aprender a usar as redes sociais de maneira prudente.
Ademais, a pouca, ou nenhuma repercussão na realidade do país que a referida exerce contribui para causar o fato citado anteriomente. Nessa perspectiva, é unida a pouca ação popular que o Estado encontra meios de não atuar como cumpridor da Constituinte, e , logo, também não atua visando coibir atos racistas e preconceituosos expostos por meio do cancelamento, usado nesses momentos como expositor de acontecimentos, torna-se ineficaz e, assim, a Carta Cidadã, proposta em pleno processo de redemocratização do Brasil, fica enclausurada a condição de documento fora da realidade.
Em suma, são necessárias medidas que atenuem a questão do uso inconsciente da cultura do cancelamento, bem como a pouca atuação estatal no que diz respeito aos temas que dizem respeito ao tema. Portanto, as escolas, espaços privilegiados para obetnção de conhecimento, devem propor campanhas de conscientização, por meio de aulas didáticas e dinâmicas, para que todas as idades possam aprender a usar corretamente as redes sociais, e também possam saber pressionar o Governp para garantir o cumprimento de seus direitos, que vão além da liberdade de opinar, como o respeito e a criminalização do preconceito, e, finalmente, a população conhecerá seus direitos, e os defenderá contra quaisquer atitude antiética que surgir na internet. Enfim, por meio dessas medidas a Carta Magna da cidadânia poderá finalmente estar em conssonância com a realidade de seu povo brasileiro.