Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 30/01/2021
Antes mesmo da invenção do computador o “cancelamento” já existia, e o ostracismo da Grécia Antiga é um exemplo de como a exclusão e o esquecimento social ocorrem há séculos. Mas é na sociedade atual que a “cultura do cancelamento” tornou-se uma das questões sobre a qual ainda estamos aprendendo a lidar, já que a tecnologia e o acesso às redes sociais e à internet tiveram um crescimento e uma evolução muito rápida e as leis e órgãos de controle não acompanharam o mesmo ritmo.
Mesmo ocorrendo também em diversos outros locais, é na internet e especialmente nas redes sociais que esse fenômeno se popularizou ganhando uma proporção enorme que, se de um lado traz aparentes vantagens como um “policiamento” de conteúdos preconceituosos, ofensivos e mesmo criminosos, de outro lado também produz resultados negativos, equívocos e exageros, destruindo reputações, causando perda de empregos e até mesmo sendo causa de depressão e suicídio. Assim, percebe-se a necessidade de que os diversos ramos sociais debatam e busquem soluções visando lidar de uma forma melhor com as redes sociais e evitando consequências indesejáveis.
Um passo significativo nessa direção seria a criação de leis mais específicas que regulem o setor, que combatam as “fake news”, que proporcionem maior segurança aos que acessam as redes sociais, e também uma punição adequada para os abusos cometidos.
Tudo isso aliado a propagandas e conteúdos informativos que seriam divulgados diariamente nas próprias redes sociais e nos grandes veículos de comunicação, visando conscientizar a população e proporcionar um meio democrático, inclusivo e mais seguro nos ambientes de redes sociais.