Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 01/02/2021

Sabe-se que com a ascensão da globalização, a internet se tornou o maior meio de comunicação entre pessoas de diversos lugares, e então, o aumento de circulação de informações sobre outros fica mais acessível. Posterior a fama das redes sociais, surge a cultura do cancelamento, onde um usuário acusa o outro, podendo “cancelá-lo” por um ato comitido anteriormente, e o acusado, por sua vez, não possui a possibilidade de se defender adequadamente.

Primeiramente, é importante salientar que apps como Facebook e Twitter contêm um grande índice de informações pessoais sobre alguém. Portanto, basta acessarem o seu perfil para serem descobertos locais de trabalho, membros da família e postagens (muitas vezes de anos atrás) as quais podem ser mal interpretadas por uma parcela dos usuários. Caso a informação venha a circular pela web, você é “cancelado”.

Segundamente, compreende-se que nesse caso, é inviável a legítima defesa, uma vez que não é proporcional uma pessoa perante à quantia de contas repassando o assunto, e além do mais, a possibilidade de ter-se N opiniões e interpretações sobre o assunto é altissíma, tendo como base o número de conta dos aplicativos, as quais passam da casa do milhão. Logo, é visível a necessidade da interferência de profissionais como juízes e advogados para resolver a acusação no mundo real, fora da web.

Em síntese, é necessário uma maior conscientização das pessoas na internet, ao fornecer informações pessoais, e, também ao julgar alguém, assim, cada um se preocupa com seus atos, diminuindo o conflito digital. Por outro lado, faz-se necessária a intervenção do poder Judiciário e Legislativo, para julgar os casos e criar leis ao mundo cibernético, contribuindo para um espaço mais livre e harmônico.