Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 02/02/2021
No ano de 2006 surgiu um microblog mais conhecido como “Twitter” pelo Jack Dorsey, com o intuito de promover o desenvolvimento social. Entretanto, tendo em vista a situação mundial, observa-se que tal objetivo não é realizado, visto que se tornou um meio antissocial propagando a famosa “cultura do cancelamento”. Diante disso, deve-se analisar como a fragilidade da dignidade e a carência da maldade humana tem provocado a problemática em questão.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que a fragilidade da dignidade corrobora para a situação. Isso acontece desde a antiguidade pelo discurso de ódio e que agora se tornou cancelamento. Nesse sentido, em 2017 surgiu #“MeToo” para denunciar problemas graves na sociedade como assédio e exploração sexual e repercutiu até os dias atuais. A exemplo disso, recentemente a cantora Karol Conká entrou para um reality “BBB21”, no qual foi cancelada por “xenofobia” com a participante pernambucana Juliete. Por consequência, é visível que ao longo de toda essa modernidade e a inserção da sociedade nas redes sociais o cancelamento só aumenta e assim, fragilizando as pessoas pricipalmente os famosos por qualquer descuido.
Em segunda análise, é fundamental enfatizar que a evidência da maldade humana é outro fator problema. A esse respeito, o escritor George Owrell em sua obra “1984”, relata a cultura do cancelamento alegando que todos os dias por dois minutos os indivíduos disseminam o ódio. Logo, é fato que ao passar dos anos essa ação naõ só aumentou como também, expos as pessoas e muitas vezes sem chance de defesa. Nessa lógica, a participante youtube do reality “BBB21” Vitória, foi cancelada antes mesmo de entrar para o programa, por ter cuspido na boca do próprio gato a quatro anos atrás. Contudo, cancelamento promove discussões certeiras e combate preconceitos, porém destroi pessoas por punições severas. Consequentemente, todos os seres estão propensos a passarem por isso pela sociedade em que se vivem.
Depreende-se, portanto, que a fragilidade da dignidade e a evidência da maldade humana contribuem para a problemática em questão. Sendo assim cabe ao governo, juntamente com o Ministério da Ciência Tecnologia e Inovações-orgão resposável pela formulação e implementação da tecnologia- promover o conhecimento a respeito desse assunto. Isso por meio de campanhas e palestras midiáticas, a fim de desencorajar os ataques virtuais e incentivar o uso da internet de maneira eficaz estimulando a empatia com os usuários. Como efeito, é de se esperar que a cultura do cancelamento seja atenuada e as pessoas tenham uma melhor interação virtualmente como proposto pelo próprio “Twitter”, uma relação social e não antissocial.