Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 07/02/2021

No ano de 2006, Jack Darsey cria o microblog chamado de “Twitter”. Inicialmente idealizado para unir as pessoas com a interação social a distância, entretanto os objetivos iniciais dessa rede social foram subvertidos e se modificaram, e deu-se lugar a chamada cultura do cancelamento, seja pela falta de empatia, além de evidenciar a maldade humana.

Precipuamente, é fulcral pontuar a falta de empatia pela sociedade, como um dos fatores que corroboram para a cultura do cancelamento na na sociedade contemporânea. Já que, cancelamento é um novo nome para um velho problema que é o discurso de ódio, por exemplo a “hashtag” “#Metoo”, que foi criada para denunciar assédio e exploração sexual, porém com sua disseminação exacerbada, acabou por usada, muitas vezes, com indivíduos que posteriormente foram inocentados pela justiça.

Em segundo plano, cabe ressaltar, como a cultura do cancelamento na atualidade deixa explícito a maldade do ser humano. No livro 1984, escrito por George Oworell, existe um momento que foi chamdo de “2 minutos de ódio”, onde todas as pessoas tinham uma “teletela em suas casas e eram convocadas pelo estado à gastar 2 minutos do seu dia, todos os dias, para manifestar o seu ódio. Fora da ficção as pessoas gastam horas, dias ou até semanas diantes de suas telas de “smartphones” para também praticar os 2 minutos de ódio descritos na obra de Oworell, o que se mostra ainda mais grave e cruel.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, é preciso que a Escola, junto a Ongs, desenvolvam campanhas e debates nas próprias redes sociais, por meio de vídeos e palestras, apresentanto todos os problemas de se disseminar ódio sem medir as consequências. Faz-se mister também a criação de uma “Hashtag” que identifique o problema, afím de alcançar uma maior parte da população, pois, enquanto o ódio se mantiver, o mundo será obrigado à conviver com uma das mais graves mazelas sociais: a hostilidade.