Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 09/02/2021
Têm sido frequentes, nos mais variados ambientes sociais, debates sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea. Trata-se de um assunto de incontestável relevância, uma vez que qualquer indivíduo comete erros e a cultura do cancelamento condena o erro, o que não deve acontecer. Diante desse cenário, pode-se discutir o assunto a partir do efeito que o discurso de ódio causa no cancelamento, o que se alia ao papel que os influenciadores têm na sociedade.
Em primeira instância, o discurso de ódio originou defeitos e atitudes ruins que a sociedade contemporânea exerce. O cancelamento em si condena uma atitude muito primitiva do ser humano, o erro. Quando a pessoa comete um erro, ela está aprendendo, se preparando para tentar ou recomeçar o que primeiramente errou. No entanto, o cancelamento consiste em um indivíduo expor seus ideais, princípios ou até a própria opinião e a sociedade achar um defeito ou um erro em um destes e o atacar, o explorar e o utilizar como instrumento de ódio. Esta atitude de explorar o erro e o usar como meio de atacar ou ofender o outro é uma atitude agressiva e deplorável.
Em segunda instância, o ato do cancelamento, de condenar o erro do outro é primeiramente acometido contra pessoas famosas, influenciadores. Os influenciadores usam sua influência para expor marcas, ideias e principalmente sua opinião sobre determinados assuntos. Existem certas pessoas que usam essa opinião do influenciador em conjunto com o discurso de ódio para o cancelar, retirar sua influência. A cultura do cancelamento é tão detestável e repugnante que ela infringe um dos direitos principais da Constituição federal, o direito de opinião, a qual deve ser respeitada não importa o que aconteça. Por fim, usar o erro de outra pessoa para a atacar é grave, porém cometer um crime ao desrespeitar a opinião do outro é intolerável.
Portanto, cabe ao Estado, em consonância com o objetivo da dignidade do indivíduo, previsto na Constituição de 1988, criar planos de conscientização da população sobre o cancelamento. Isso se concretizará por meio da ajuda de psicólogos e terapeutas sobre mudar essa visão da sociedade contemporânea de que a pessoa não pode errar, o que se alia à criação de leis mais rigorosas contra os canceladores, os infringidores da lei, a fim de termos uma sociedade menos agressiva e mais próspera, com melhorias entre as relações sociais.