Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 11/03/2021

No ano de 2017, manifestações no “Twitter”, rede social semelhante a um microblog, com a “#MeToo” tiveram grande repercussão ao expor abusadores de Hollywood. Tal movimento deu voz às vítimas, para denunciar, mesmo que informalmente, seus assediadores. No entanto, o ato de “cancelar” alguém tornou-se uma espécie de discurso de ódio e ataque pessoal. Saindo do seu objetivo: ser um meio para que as minorias, mulheres, negros e lgbt+, possam delatar machistas, estupradores, racistas e homofóbicos.

Em primeira análise, infelizmente, na sociedade atual, a cultura do cancelamento trouxe efeitos drásticos para a saúde mental, por vezes física, para o financeiro e o conhecimento dos envolvidos. Pois, conforme sua popularização cresce, menor o diálogo entre “cancelador” e “cancelado”. Podendo finalizar em acusações errôneas. Como o caso de Cafferty, um americano que foi cancelado nas redes sociais por ter feito um sinal racista. Todavia, o gesto também significa “ok”, que era o que ele estava dizendo. Cafferty perdeu o emprego e seus meios de subsistência com o “cancelamento” sem antes ter o direito de explicação.

Em segunda análise, a exigência de um “ser perfeito” é uma concepção criada pelas pessoas para que possam julgar as outras. Essa concepção faz com que o medo de se expressar cresça, regredindo à uma sociedade arcaica e antepassada, que o direito de fala e livre arbítrio é inexistente.

Portanto, para que os efeitos da cultura do cancelamento sejam minimizados, o Governo deve implantar nas escolas aulas de diálogo e debate, para os alunos crescerem com o entendimento da impotância da comunicação. Afinal, as críticas devem ser construtivas para que assim todos possam evoluir socialmente.