Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 26/03/2021
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu mode de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão do debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea. Dessa forma, observa-se um cenário desafiador, seja em virtude da falta de empatia, seja pela modernização dos meios de comunicação.
Sob esse viés, pode-se apontar um empecilho à consolidação de uma solução, a falta de empatia notabilizada no comportamento da pessoas. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado como instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a falta de empatia faz com que as pessoas sintam-se inseguras em expressar sua opiniã por medo de julgamentos alheios.
Consequentemente, a modernização dos meio de comunicação aumentaram os riscos de cancelamento, tudo é motivo de julgamento. Dessa forma, muitas pessoas se expressam de forma anônima por trás de uma tela de computador para ferir verbalmente um indivíduo. Nesse contexto, o filósofo alemão Albert Einstein afirma: “Tornou-se claro que a nossa tecnologia ultrapassou a nossa humanidade”, comprovando que a modernização dos meios de comunicação sem supervisionamento contribui para a falta de empatia.
Diante do exposto, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Portanto, para que esse comportamento cibernético seja extinguido, urge ao Governo Federal, por meio de uma lei formal, criar um órgão público que fiscalize de maneira eficaz as redes sociais.Por conseguinte, as publicações com conteúdo de ódio voltadas para o cancelamento devem ser excluídos, e o responsável por elas, banido temporariamente da plataforma. Somente assim, é possível tornar a internet um local agradável e que preza pela saúde mental de seus usuários.