Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 28/03/2021

J. K. Rowling, Anitta, Taylor Swift, Steven Pinker e até o finado Raul Seixas. O que esses nomes, que vão de estrelas do pop até um renomado linguista professor de Harvard, têm em comum é fazer parte de uma extensa lista de pessoas “canceladas” nas redes sociais nos últimos tempos. O cancelamento envolve, entre outras ações, o boicote a essas pessoas, incentivando o não-consumo de seus produtos e até pressionando para que marcas e instituições vinculadas a eles rompam contratos.

Os motivos que os fizeram ser “cancelados” são vastos, desde publicações e comportamentos considerados racistas, homofóbicos ou machistas até supostas conivência com governos extremistas e autoritários.  Raul, por exemplo, foi cancelado depois que uma biografia publicada 30 anos após sua morte afirmou que ele teria entregado o amigo Paulo Coelho aos militares durante a Ditadura Militar.  Quase um ano depois do cancelamento, a Folha de S. Paulo revelou documentos que apontam que, na verdade, tudo pode não ter passado de um mal-entendido.

Perante isso, soma-se a isso o fato de que todos esses cancelamentos ocorrem de maneira extremamente rápida e viral. Assim, questões complexas, como racismo estrutural e violências de gênero ficam restrita  ao cancelamento de alguém famoso. Dias depois, com o surgimento de um novo cancelado, o anterior pode acabar até esquecido, como aconteceu com várias pessoas.

Portanto, deve haver um desenvolvimento de leis pelos Ministérios da  Ciência, Tecnologia e Inovações e Justiça e Segurança Pública, para tentar diminuir a cultura do cancelamento. As leis devem prover aucílio aos prejudicados e devidas punições para aqueles que apoiam esse tipo de comportamento. Veículos midiáticos como os jornais O globo, Estadão, G1, podem também, iniciar campanhas nas redes sociais por meio de postagens. A fim de acabar com a cultura do cancelamento.