Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 17/05/2021
Na Grécia antiga, quando um indivíduo era suspeito de desvio moral, sofria o ostracismo, ou seja, a reclusão forçada e sem direito a defesa. Não diferentemente, da historigrafia grega, o cancelamento, termo que refere ao banimento de uma pessoa, é um novo mecanismo de justiciamento em rede. Nesse sentido, tal banimento esta atrelado, sobretudo, a dinâmica imediatista da era da informação e, por conseguinte, a falta de checagem nas mídias digitais.
É indubitavel, a priori, compreender que, mesmo movimento que busca justiça nos meios digitais, pode ferir a dignidade humana, se não houver checagem da veracidade do conteúdo mostrado na internet. Nesse aspecto, a ótica baumaniana, especificamente, a obra “Modernidade Líquida” é retratada as relaçoes frágeis e efêmera das pessoas e, nesse sentido, as redes sociais tornou-se um ambiente propício para o jugamento, já que não há respeito ao próximo. Diante disso, à acusação de uma pessoa sem prova ou exposição pode causar danos finaceiro e psicológico e, sendo assim, é urgente meios para debater tal problemática e possíveis soluções.
Por conseguinte, a falta de checagem, bem como as fakes news acabam corroborando o linchamento virtual em famosos ou anônimos exposto na internet. Nesse viés, uma das tese da Constituição Federal a presunção de inocêncio, garante a pessoa o direito de se declarar inocente até o fim do jugamento. Portanto, à ausência de legislação no mundo cibernético tem como consequência infraçoes graves contra a dignidade humana. Dessa forma, a internet sem fiscalização se torna um ambiente propício para praticas de crimes difamatórios.
Urge, portanto, solução que visa impedir a exposição de individuos nas midias socias que possam prejudicar sua vida finaceira, social e emocional. Para tanto, é urgente que o Ministério da Ciência, tecnologia e Inovações (MCTI)-orgão do Estado responsável por políticas tecnologica-, propor com parceria com empresas de telecomunicação como, por exemplo, ANATEL, criar software que bloqueiem discurso de ódio que possa impactar a vida da pessoa apresentada no mundo virtual.Nesse sentido, esses aplicativos poderá ser deenvolvido por laboratiro de faculdades público-privado por repasse finaceiro feito pelo Tribunal de Conta da União. Somente assim, será possível combater o linchamento virtual e construir uma justiça democratica e diferente do direito excludente da Grécia antiga.