Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 01/04/2021
A cultura do cancelamento na atualidade
o filósofo francês Sartre defende que cabe o ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, essa liberdade, na internet, pode gerar um cancelamento, tornando vítimas pessoas e/ou grupos inteiros. Diante de tal perspectiva, emerge um problema delicado, em virtude da falta de medidas governamentais, e também pela impunidade.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar o individualismo humano como causa do problema. A respeito disso, Zugmunt Bauman defende que a modernidade líquida é fortemente pautada no egoísmo. Nesse sentido, ao observarem opiniões que são divergentes ao que seria moralmente certo, pelos padrões de determinado grupo, muitas pessoas julgam e condenam outras pessoas sem ter nenhuma empatia, agredindo-as e incitando outras pessoas a fazerem o mesmo.
Ademais, é fundamental apontar a falta de impunidade como impulsionador do cancelamento. Para Aristóteles, a base da sociedade é a justiça. Entretanto, nem sempre isso se reverberam na prática, quando se observa o meio digital. Dessa forma, ações de combate à impunidade, nesses casos, são dificultadas.
Portanto, é preciso que medidas sejam tomadas. Para isso, cabe ao governo criar uma lei que puna os indivíduos que praticaram cancelamento, e que as próprias redes, como Instagram e Twitter puna quem estiver denegrindo a imagem do outro, a fim de que tais condutas diminuam. Assim, possivelmente, a concepção de Sartre será verificada na sociedade brasileira da contemporaneidade.