Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 31/03/2021
O movimento hoje conhecido como ‘‘cultura do cancelamento’’ começou, há alguns anos, com intuito de chamar atenção para causas como justiça social e preservação ambiental. Sendo assim, seria uma maneira de fortalecer a voz de pessoas humilhadas e exisgir ações de política e figuras públicas. O que torna esse fato preocupante é a proporção que causou, consequentemente pessoas canceladas por uma fala, gestos ela acaba sofrendo linchamentos não só, mas também perdendo até seu emprego. Assim, é evidente que precisam achar outra forma construtiva de chamar atenção por um erro cometido.
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à segurança, à respeito e ao bem-estar social. Todavia, a realidade é justamente o oposto, claramente refletida no extremismo que a cultura do cancelamento pode ter. Uma comprovação desse cenário está no fato de que esse movimento teve início em 2017, com o principal intuito de chamar atenção para causas de justiça social e crimes sexuais, mas acabou se transformando em um boicote online pelos “juízes da internet” em pessoas que não tinham um comportamento perfeito segundo eles. Com isso, tais indivíduos propagam o ódio e disseminam uma onda de cancelamentos nas redes sociais buscando qualquer falha, de qualquer pessoa, mas principalmente de famosos, para julgar. Dessa forma, é inaceitável que discursos de ódio perpetuados com o intuito de satisfação própria e não por buscar melhorar as estruturas vigentes continuem presentes.
Nesse contexto, um exemplo recente da Cultura do Cancelamento no meio virtual que pode ser citado é o que ocorreu com a digital influencer Gabriela Pugliese que, durante a pandemia e isolamento social, meses após ter recebido o diagnóstico de COVID-19, realizou uma festa em sua casa. A anfitriã foi imediatamente cancelada, com a consequente perda de diversas parcerias. Apesar do pedido de desculpas e reconhecimento do erro, o cancelamento permaneceu, aproximando-se do linchamento virtual.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar o problema. Logo, o Ministério da Educação, por meio de investimentos governamentais, deve realizar campanhas, em escola e universidades, informando sobre os efeitos negativos da cultura do cancelamento, mediante palestras, debates e propagandas televisivas, a fim de acabar com a cultura do cancelamento nas redes sociais.