Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 30/03/2021
Segundo Jean Jacques Rousseau, pensador iluminista do século XVIII, “a concordância faz com que permaneçamos estacionados e a discordância faz com que cresçamos”. Nesse contexto, a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea seria uma maneira de amplificar a voz de grupos oprimidos e promover mudanças, principalmente por meio da internet. No entanto, a falta de empatia e a imprudência no âmbito jurídico geram consequências enormes na vida de quem é cancelado.
Em primeiro plano, á medida que coloca em risco a integridade moral e a dignidade de quem é alvo do discurso de ódio, a cultura do cancelamento, atrelada a falta de empatia passa a ser manifestação de intolerância. Alfred Adler, psiquiatra escocês que fora seguidor de Freud, mostra em sua teoria da Psicologia Individual que os seres humanos são egoístas, principalmente quando investidos de interesse social. Nesse sentido, as pessoas enxergam somente o erro do próximo, promovendo críticas maldosas que ocasionam várias consequências, entre elas prejuízos financeiros e sociais e traumas psicológicos e emocionais.
Outrossim, é notório os danos gerados as pessoas que são canceladas, como principais deles a ansiedade, depressão, isolamento social, perda de emprego, pode se agravar a atos violentos, como apedrejamento e lixamento. Esses danos podem ficar evidentes na série ControlZ, da Netflix. Onde um hacker vaza informações pessoais dos alunos, fazendo com que muitos sejam tachados de racista e homofóbicos e gerando o cancelamento dos mesmos, causando a eles depressão e isolamento.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham conter a cultura do cancelamento. Por conseguinte cabe ao governo criar uma lei que proíba tal ato nas redes sociais e que as próprias redes, como twitter, instragram e facebook, não permitam comentários que degridam a imagem de alguém, por meio de leis de segurança que expulse o indivíduo do aplicativo caso cometa tal ato, a fim de que os atos de cancelamento diminuíam através das redes sociais. Ademais, o Ministério da Saúde deve garantir atendimento psicológico gratuito à população. Dessa forma, ao invés de cancelarem, ajudarão e ensinarão tais indivíduos a agirem da melhor forma.