Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 31/03/2021

Cultura do Cancelamento

A cultura de cancelamento já ocorre há alguns anos na sociedade, chamando atenção para a justiça social e a preservação ambiental. Um exemplo disso ocorreu em abril de 2020 com blogueira Gabriela Pugliesi, que após postar em suas redes sociais fotos de uma festa em sua casa, em meio a pandemia do coronavírus, foi cancelada perdendo 5 contratos e tendo prejuízo de mais de 2 milhões de reais.

O cancelamento é um meio de atacar alguém ou ameaçar, podendo fazer com que as pessoas tenham seus futuros arruinados. Acontece muito com famosos tanto no Brasil como nos Estados Unidos.

Como disse o colunista Ross Douthat da revista New York Times, “Você pode ser cancelado por algo que você disse em meio a pessoas estranhas se um deles tiver feito um vídeo, ou uma piada que soou errado […] tudo o que precisa fazer é ter um dia ruim.” Pessoas que sofreram com cancelamentos, normalmente são perseguidas. Os efeitos dessa cultura são menos efetivos do que os cancelados desejam.

As pessoas mesmo sendo contra o que os influenciadores postam ou não gostando de alguma coisa, deveria fazer uma crítica construtiva para tentar ajudar a pessoa a mudar a postura e não criticando as suas atitudes. O mundo hoje não olha mais em questão de ajudar a sociedade, eles so querem denegrir, prejudicar, expor e envergonha-las. Estão em busca de seu próprio interesse e não importam se estão ferindo o próximo.

Conclui-se que, a sociedade hoje quando não gosta de algo ja diz logo um ’não’ e procura formas de cancelar. Um exemplo é do jornalista William Waack, demitido da Rede Globo após vídeo fazendo um comentário racista, mas sendo contratado novamente por uma nova emissora recentemente. Temos o caso de Wilson Simonal, um músico negro que foi “cancelado” por classe artística e intelectual na ditadura militar por ser visto como um informante desse regime.