Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 01/04/2021
No reality show “Big Brother Brasil” deste ano, a cantora Karol Conká realizou comentários ofensivos, xenofóbicos e maldosos com diversos participantes do progama, gerando a exclusão total de um destes, Lucas Penteado. Fora do reality, porém, no Brasil, vê-se que muitos indivíduos geram o ato do cancelamento, assim como Karol Conká, sobretudo nas redes sociais, uma vez que esta concentra muitas pessoas de diferentes opniões. Nessa perspectiva, salienta-se o dilema da cultura do cancelamento, que esta se tornando algo banal na sociedade atual. Assim, torna-se fundamental entender o porquê existem essas ações e analisar as problemáticas geradas para o cancelado.
Em uma primeira concepção, é pontual observar que a cultura do cancelamento é gerada pelas diferentes opniões dos cidadãos. A esse respeito, o indivíduo, ao expressar a opnião dele, muita das vezes faz um discurço de ódio, ao invés de críticas construtivas, contra a pessoa ou grupos que estão sendo cancelados. Aliás, é notório que essa realidade seja vista, pois o ato de cancelar alguém já é considerado cultura, uma vez que muitos indivíduos executam essa ação. Com isso, percebe-se que esses comentários maldosos são frutos da banalização do mal, conceito explicado pela filósofa Hannah Arendt, que indica que a cultura do cancelamento é algo banal, ou seja, comum, e de caráter prejudicial.
Consequentimente, muitos indivíduos sofrem por causa dessa cultura. Assim sendo, o cancelado é visto de má forma por muitas pessoas, sobretudo se a ação for feita nas redes sociais, locais nas quais muitos cidadãos acessam e a notícia sempre estará gravada. Além disso, vale ressaltar que o cancelado pode receber muitos discursos de ódio, gerando vergonha, tristeza, preconceito, em muitos casos, discriminação e, até mesmo, a depressão. No entanto, essa realidade não existe só nos dias atuais, pois desde a Alemanha nazista, o partido e a população exercia o ódio e a discriminação de grupos minoritários, assim como muitas pessoas nas redes sociais atualmente. Logo, esses fatos apresentados são um alerta para a razão de que, se nada for feito, muitas pessoas sofrerão por causa do cancelamento.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Por isso, o MEC deve ensinar o respeito, principalmente nas redes sociais, aos estudantes, com o intuito de diminuir os discursos de ódio na internet futuramente. Isso será feito por meio de palestras, ministradas, sobretudo, nas grandes cidades, locais nos quais apresentam muitos alunos. Além disso, com apoio da Mídia, mostrar as consequências do cancelamento para a população, a partir de propagandas que apareçam, em uma primeira instâcia, nos comerciais de TV. Espera-se, com essas ações, diminuir os atos de cancelamento e fazer com que menos pessoas sejam como a cantora Karol Conká.