Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 11/04/2021
O programa televisivo Big Brother Brasil mantém vinte pessoas confinadas que buscam ganhar o prêmio de um milhão e meio, em contrapartida, suas personalidades e seus erros estão sujeitos ao julgamento de milhões de espectadores que podem trazer consequências irreparáveis. Assim, a repercussão apresentada se deve à cultura do cancelamento que está em destaque. Logo, fica evidente que a ocorrência desta se deve tanto pela era da internet, quanto pela superficialidade das razões apontadas. Dessa maneira, é de suma importância a providência de medidas para a construção de uma sociedade mais empática.
Em primeira análise, é necessário analisar o contexto em que essas relações ocorrem para buscar pelo o que elas são motivadas. Em virtude da modernidade ser centrada no individualismo e da globalização que permitiu com que comentários alcançassem grandes proporções, a cultura de julgar o próximo se encontrou em um cenário propício para se desenvolver. Porém, a infelicidade desses atos é que as pessoas que os praticam não se colocam no lugar do outro, como também, não pensam nas consequências que trarão para a vida daquele indivíduo. Como resultado, podem ser observados desde prejuízos financeiros até psicológicos.
Além disso, advém lembrar que na grande maioria dos casos, cancelar alguém passou a ser superficial e parte da rotina, o que tirou a real importância dessa prática, deslegitimando a luta por reconhecimento de causas que merecem atenção e respeito. Uma vez que, a cultura do cancelamento pode ser tão tóxica como os motivos pelos quais alguém é cancelado. Todavia, há uma grande parcela que defende a cultura do cancelamento como uma forma de expor atitudes inadequadas e punir quem as praticou, ignorando a pessoa e tudo que ela produz.
Desse modo, torna-se evidente a necessidade da mudança dessa conjuntura. Portanto, fica como dever do Estado em conjunto com as redes sociais populares, promover propagandas que alertem seus usuários dos malefícios que o ataque virtual causa na saúde mental dos indivíduos, objetivando a conscientização em massa. Como também, cabe ao Ministério da Educação junto às instituições de ensino promover debates e palestras que informem qual seria o posicionamento correto diante de atitudes incorretas e quais delas realmente merecem atenção. Assim, caso essas medidas sejam tomadas, o Brasil será um país com relações mais empáticas.