Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 29/04/2021

O filósofo Jean-Paul Sartre certa vez disse que “A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota”. Da filosofia francesa à realidade contemporânea brasileira, observa-se a falta de tolerância nas redes sociais. Essa cultura do cancelamento encontra suas raízes na essência do ser humano, e é determinada pelo meio em que se convive. Assim, para solucionar esse problema, é preciso analisar precisamente a natureza do homem.

Primordialmente, é necessário compreender a origem da agressão realizada digitalmente. De acordo com Aristóteles, “O homem é essencialmente egoísta”. Analisando o período decorrido desde sua passagem na terra até o mundo hodierno, pode-se inferir que a discussão a respeito da sensação de superioridade sentida pelos humanos não é atual. Essa frase de Aristóteles pode ser inserida no contexto impaciente do meio eletrônico, considerando que, dentro dessa circunstância, o usuário não aceita a opinião alheia, impondo seu ponto de vista aos demais e reprimindo aqueles que não concordam.

Além disso, o fanatismo enraizado ainda ganha um novo aliado: a violência. Conforme o determinismo de Hippolyte Taine, “O homem é fruto do meio, da raça e da história”. Dessa forma, partindo para a análise da influência do meio, a violência tende a gerar violência, tornando-se um ciclo que dificilmente terá um fim próximo. Além disso, esse problema tende a não permanecer somente nas telas, alcançando a rotina do praticante, podendo, inclusive, evoluir para agressão física. Conforme analisado, é uma problemática que merece atenção minuciosa e redobrada.

Dessa forma, para resolver esse cenário é imprescindível a reeducação do povo. Para isso, adicionar uma matéria obrigatória na escola que envolva a formação de empatia e tolerância é um bom começo. Os professores seriam os responsáveis pela organização do material, disponível em apostila física e e-book, financiadas pelo Ministério da Educação. Toda essa dinâmica também seria acompanhada por meio de interlocuções com psicólogos e coordenadores, de forma que não existam lacunas. Como efeito observaria-se menores índices de ataques por meios tecnológicos e significativa melhora na saúde mental dos brasileiros.