Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 13/05/2021
CULTURA DO CANCELAMENTO: É CORRETO?
Com a evolução constante das redes sociais na última década, é possível notar um hábito que se torna cada vez mais comum entre os usuários, o cancelamento. O que é cancelar? É o ato de julgar qualquer postagem dos indivíduos que residem na rede e avaliar se merecem ou não o “cancelamento”, que afeta dezenas de pessoas mensalmente, de todas as maneiras.
A cultura do cancelamento nasceu e ganhou grande força durante o movimento #MeToo (2017), onde os internautas postavam suas experiências em relação a assédio e abuso que sofriam de homens. E nos anos seguintes, essa rotina de excluir e sentenciar as pessoas só se tornou cada vez maior e mais forte. Porém com este crescimento excessivo, essa cultura perdeu o controle e consequentemente, a credibilidade.
O povo na qual já passou pela experiência, afirma ter por consequência disto, desenvolvido doenças mentais, se sentindo isoladas e também com medo de sequer voltar às redes sociais, de acordo com uma pesquisa do site “EXTRA”. Algumas das doenças que as pessoas adquiriram são, por exemplo: Ansiedade, angústia, depressão e até tentativa de suicídio. Essas informações só mostram o quão forte pode ser esse ato de cancelar para quem o sofre e se expõe diariamente nas mídias sociais.
Os canceladores estão presentes em todos os locais da internet, acredite ou não. Porém, o fato de cancelar é parcialmente correto nos dias atuais, pois o mesmo mostra o erro da figura pública ou do usuário. A parte incorreta, é o constante julgamento depois de cancelado e a falta de ouvir o lado do sujeito que foi cancelado. E por coisas assim, o mundo atual possui medo dessa cultura que em todos os momentos está presente para julgar.
Concluímos que, a cultura do cancelamento era viável em seus primórdios, porém se descontrolou ultimamente, deixando sequelas nas pessoas que o sofrem. O método que deve ser aplicado é o de ouvir e entender ambos os lados, e não julgar livremente.