Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 17/05/2021

Consoante ao filósofo Aristóteles o homem é um ser essencialmente social,  isto é, ele vive junto a outros homens. A cultura do cancelamento ganhou força no ano de 2017 com a “hashtag” #“MeToo” que surgiu com a finalidade de denunciar o abuso e o assédio sexual de homens contra as mulheres.  Hoje a situação é mais comumente ocorrido no “Twitter”, um microblog criado por Jack Dorsey com a intenção de aproximar as pessoas, onde as pessoas geralmente criam “hashtags” com o objetivo de direcioná-las para um determinado tópico. O cancelamento resultou em um problema social que enfraquece a dignidade das pessoas canceladas, além de também evidenciar a maldade nas pessoas.

A ideia do cancelamento no ínicio era boa, pois tinha como objetivo denuciar crimes como a exploração sexual,  porém ao longo dos anos foi corrompida pela sociedade, tansformando-se em um proveito de disseminar no ódio. O BBB20 (Big Brother Brasil 2020), por exemplo foi uma das edições que cancelou várias pessoas, como o Hadson, Prior, Lucas e Petrix que foram acusados de machismo por bolarem um plano de seduzir as mulheres comprometidas que participavam do “reality” para assim “manchar” a imagem delas diante do público. Teve também a Gabriela Pugliesi que foi a que mais teve impacto financeiro estima-se que ela perdeu cerca de R$ 3 milhões por cancelamentos de contratos.

No livro “1984” de George Orwell, a população de Oceânia, uma cidade fictícia, é convidada a passar 2 minutos em frente a teletela, uma tecnologia de telecomunicação bidirecional, para disseminar o ódio. Fora da ficção as pessoas passam horas semeando a hostilidade em frente aos seus “smatphones”. O psiquiatra Cristiano Nabuco, fala que a partir do momento em que começamos a navegar na internet assumimos uma outra personalidade, a “personalidade eletrônica” que faz as pessoas serem menos contidas virtualmente, ou seja fala coisas que não falaria na “vida real”. Em suma, na cidade distópica de George Orwell, as pessoas ficam em frente da teletelas para xingar, agredir e hostilizar e fora da ficção também, utiliza os celulares para fazerem as mesmas coisas.

A cultura do cancelamento deveria ser revistas pelos canceladores, e se perguntarem se é realmente necessário, aliás não está somente cancelando as atitutes do indivíduo, a própria pessoa está sendo cancelada. Cabe aos proprietários das redes sociais criar uma fiscalização para não permitir que aconteça iss, pois com o cancelamento em alta, pode impulsionar o chamado preconceito sutil, que é quando a pessoa segue a tendência independentemente se aceita ou não, ela só quer ser socialmente aceita.