Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 20/05/2021
Cultura do cancelamento foi eleito o termo do ano de 2019 pelo dicionário Macquarie, o chamado cancelamento é praticado principalmente nas redes sociais e consiste na interrupção do apoio a uma figura pública em virtude de uma conduta considerada imprópria. Na sociedade contempôranea a cultura do cancelamento no âmbito digital é muitas vezes injusta com o cancelado, não há democracia nos julgamentos e nem direito à defesa, os canceladores incitam a intolerância e por conseguinte aumentam a toxicidade das redes sociais.
Em primeira análise a intolerância dos internautas nas redes sociais é uma das principais problemáticas da cultura do cancelamento, há uma espécie de “tribunal da internet” onde as pessoas julgam como se fossem seres perfeitos. Na edição do programa “Big Brother Brasil” de 2021, vivenciamos o cancelamento de diversos participantes, destaca-se a rapper Karol Conká que deixou o programa com 99% de rejeição após uma conduta ignóbil no reality. Mesmo se pronunciando e afirmando reconhecer seus erros a rapper permanece sofrendo ataques, isto é os canceladores não toleram situações consideradas erradas, mas também não se importam com a mudança e aprendizado da pessoa cancelada.
Em segunda análise as redes sociais se tornaram um ambiente tóxico, idealizadas para serem um local amigável de troca de ideias, acabaram se tornando um lugar de dissiminação do ódio. De acordo com a Global Web Hdex, empresa de estatísticas do público, o Brasil é vice-campeão de tempo gasto em redes sociais. Dessa maneira o contato constante com o linchamento prejudica a saúde mental do usuário.
Em conclusão a intolerâcia no ambiente virtual deve ser combatida, cabe as escolas promoverem o exercício da empatia por meio de diálogos e atividades lúdicas, a fim de que hajam indivíduos mais tolerantes. Dessa maneira figuras públicas se sentirão à vontade para promover discussões saudáveis com os fãs. A toxicidade nas redes também deve ser resolvida, com o compartilhamento de um conteúdo educativo, por meio de campanhas feitas pelas figuras públicas. Só assim o cancelamento será dissolvido e convertido em algo mais empático.