Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 29/05/2021

No dicionário, cancelar significa tornar algo nulo, sem efeito, sem valor. Nas redes sociais, o conceito ganhou novas definições e tem sido aplicado a empresas, políticos, celebridades e todos aqueles que, de alguma forma, vacilam e apresentam comportamentos que o público considera inadequados. O movimento hoje conhecido como “cultura do cancelamento” começou, há alguns anos, como uma forma de chamar a atenção para causas como justiça social e preservação ambiental. Muitos daqueles que foram alvo de cancelamentos, ou que se solidarizam com pessoas que tenham sido criticadas dessa forma, se queixam de uma perseguição inquisitorial que cercearia o discurso e as ações de comediantes, artistas, políticos e youtubers.

nem o esposo de Kim Kardashian escapou dos cancelamentos em 2019. A reafirmação do seu apoio ao presidente norte-americano Donald Trump, em um momento em que muitos negros se sentem ofendidos pelos comentários do republicano, chocou os fãs do rapper. Para piorar a situação, Kanye ainda disse, durante uma live do site TMZ, que a escravidão “foi uma escolha”.

No entanto, se engana quem pensa que apenas práticas como bullying, racismo, homofobia, machismo e apoio a candidatos de extrema-direita podem levar ao cancelamento de uma celebridade. Alguns casos podem soar bastante banais, como o da cantora norte-americana Taylor Swift, que viu a hashtag #TaylorSwiftIsCancelled (#TaylorSwiftEstáCancelada, em português) bombar por causa de uma briga antiga com o rapper Kanye West.

Conclui-se que a cultura do cancelamento na verdade são várias pessoas que não conseguem entender que todo ser humano erra, todos nós cometemos erros, porém isso não significa que não podemos concertar. No momento atual nas redes sociais as pessoas estão se tornando cada vez mais intolerantes, cada erro cometido por alguma figura pública se torna irreversível.