Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 01/06/2021

Devido ao poder da internet de unir pessoas com pensamentos distintos, é muito comum que sejam debatidas determinadas pautas. Desde 2017, a cultura do cancelamento está presente nesse meio. A Constituição Federal de 1988 declara o direito de liberdade, pensamentos e opiniões, contanto que não haja desrespeito com alguma das partes. Entretanto, isso não ocorre, visto que o cancelado muitas vezes é censurado.

Sobretudo, é válido destacar que agir dessa maneira não contribui para uma sociedade menos preconceituosa, tendo em vista a facilidade de praticar determinadas atitudes veladas por meio de perfis anônimos. Discursos de ódio baseados na falta de empatia de certos indivíduos atinge diretamente a saúde mental de quem é atingido.

Adiante, cabe destacar que esses cancelamentos ocorrem com pessoas de imagem pública, o que acaba afetando-os ainda mais. “Big Brother Brasil” é um programa de “reality show”, e na temporada de 2021, houve o cancelamento da participante Karol Konká. A cantora ficou muito abalada, e protagonizou o documentário “A vida depois do tombo” que mostra como ela está superando o cancelamento e toda a pressão psicológica, ela diz que reconhece seu erro, mostrando que, como todos, é composta de resiliência.

Conclui-se, então, que é necessário medidas de intervenção para amenizar esse problema. Desse modo, é dever do Ministério da Saúde dar assistência às vítimas, fazendo com que seja concedido apoio aos danos psicológicos causados pelo cancelamento. Outrossim, cabe ao Governo Federal auxiliar campanhas que visam explicar para as famílias a questão do respeito na internet. Somente assim, será possível o combate para uma sociedade menos preconceituosa.