Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 09/06/2021

De acordo com o artigo 6 da Constituição Federal de 1988, a liberdade de expressão é um direito garantido ao indivíduo, porém, embora a livre manifestação do pensamento seja assegurada pela lei, na internet em meio as mídias sociais as pessoas optam por não expressar seu ponto de vista com medo de serem julgados pelo seu posicionamento. Nessa perspectiva, fica evidente que a cultura do cancelamento é um problema para a sociedade, dado que ela limita a liberdade de expressão e, além disso, causa diversos danos mentais e sociais para o cancelado.

Primeiramente, os costumes de supressão causam a limitação da liberdade expressiva do cidadão, uma vez que ele é julgado e criticado por demonstrar uma ideia fora dos padrões “normais” dos grupos nas redes sociais. Posto isso, em comparação com o século XII, durante o período medieval a igreja católica criou o Tribunal da Santa Inquisição, no qual seu objetivo era perseguir e julgar aqueles que apresentavam algum tipo de pensamento diferente dos padrões eclesiásticos. Logo, nesse período o pensamento foi muito reprimido e relaciona-se com o caótico comportamento do cancelamento, assim é nítido a ocultação de ideias causado pelos hábitos de exclusão.

Ademais, em consequência da cultura de cancelamento, muitas pessoas têm suas vidas arruinadas, sofrendo prejuízos sociais e mentais. Segundo o filósofo contemporâneo Zygmunt Bauman, “As redes sociais são uma armadilha”, ou seja, nos espaços digitais a pessoa pode perder sua reputação, amigos e contratos, haja vista que levará um profundo abalo emocional, depressão e ansiedade, simplesmente porque seu pensamento não foi bem vista pela sociedade, sendo ela alvo de críticas e descaso. Dessa maneira, percebe-se o caráter irregular das redes sociais, que quando manifestado o cancelamento, gera problemas socioemocionais para o afetado.

Portanto, fica claro que o cancelamento é um malefício para a sociedade e dever ser combatido. Por conseguinte, cabe as mídias sociais, combater a disseminação do ódio e cancelamento, tornando as redes um ambiente confortável para expressão de diferentes tipos de ideias. A partir disso, a realização deve ser por meio fiscalização e vigilância de publicações em que não atingem os diretos de expressão. Para que, ao longo do tempo a cultura do cancelamento seja controlada e a internet encontre-se em um ambiente mais socializável, sendo possível, de fato, a exerção do direito assegurado pela Constituição Federal De 1988.