Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 10/06/2021

A cultura do cancelamento surgiu como forma de afastamento de indivíduos. Isso significa que as instituições sociais não toleram mais determinados comportamentos, como discurso racista, homofóbico e machista. Como resultado, mais e mais pessoas se opõem abertamente a essa atitude punível.

Primeiramente, com o avanço do campo social, os antigos comportamentos que eram padronizados na sociedade no passado, estão sendo descontruídos na atualidade. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, na contemporaneidade, a convivência entre as pessoas na sociedade visa a ser menos frequente e menos durável. Como diz em uma de suas menções, “as relações escorrem pelo vão dos dedos”, defende que a sociedade atual é consumida pelo individualismo e egoísmo. O argumento de Bauman, pode ser considerado de forma exclusiva na realidade brasileira, referindo-se à cultura do cancelamento. À vista disso, o discurso de ódio nas redes é exacerbado e a fama do cancelado também é impactada.

Como consequência disso, a intensificação da hostilidade e o cancelamento na internet crescem e agrava a capacitação de argumentar, já que os “canceladores” não oferecem a chance dos cancelados se restituírem. O cancelamento que não é necessário suprime as lutas significativas, visto que antigamente era válido para o concerto de erros graves e na modernidade qualquer opinião contrária provoca um cancelamento.

Portanto, medidas devem ser tomada para mudar esse cenário. Logo, cabe ao Ministério da Educação junto às corporações escolares criarem a possibilidade da diminuição do cancelamento de indivíduos mediante a palestras e debates com os professores e alunos. Recomendando-se conter conteúdos de como se proceder com ética e respeito na internet, disposto a impedir que os futuros usuários se portem de forma “canceladora”. Enfim, se espera que com essa ação os desacatos morais da cultura do cancelamento sejam reprimidos no Brasil.