Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 13/06/2021
No reality do Big Brother Brasil 2021, em sua temporada teve inúmeros casos de cancelamento com os participantes da casa, principalmente com a cantora Karol Conká que sofreu vários ataques dos internautas na internet. Fora da casa do BBB21 não é diferente, a cultura do cancelamento se tornou algo recorrentes nas redes sociais, especialmente com influenciadores e cantores. Nesse sentido, nota-se que a mídia junto com uma falha na formação cidadã em relação a falta de empatia da sociedade contemporânea são fatores a esse problema.
Desse modo, vale ressaltar o Instagram, um meio de comunicação e interação para as pessoas, que ultimamente se tornou o centro do cancelamento nas redes sociais. Um dos casos que aconteceu foi com o funkeiro MC Gui, que zombou da aparência de uma criança fantasiada. A atitude do cantor foi rejeitada pelos fãs, logo ele se tornou o alvo da cultura do cancelamento. Os pequenos deslizes que esses famosos falarem ou fizerem já se torna algo para que eles sejam repudiados na sociedade. Percebe-se que medidas devem ser tomadas para amenizar na mídia o conceito cancelador e cancelado.
Ademais, observa-se que as pessoas se tornaram juízes para dizer quem deve ser rechaçado ou não por tais atitudes. De acordo com o Jornal Uol, os canceladores podem se tornar críticos demais e intolerantes e os criticados podem sentir desprezo e abandono. Nesse âmbito, verifica-se que a maioria dos “analistas digitais” não são empáticos com os populares do Instagram que cometem erros, ou seja, em grande parte dos casos a falta de empatia dos que pregam ser juízes, destrói carreiras e contratos de um célebre midiático, por ser cancelado por inúmeras pessoas. Desse modo, é necessário providências na formação cidadã da sociedade contemporânea.
Portanto, cabe à população repensar sobre tais comportamentos comentados nas redes sociais, por meio de terapias e acompanhamento psicológicos no intuito de que os cidadãos consigam ser mais empáticos com aquele que cometeu um erro e o que errou aprender com tal deslize. Nessa analogia, uma cultura que está tão recorrente na mídia será amenizada, pois a internet se tornará um local mais livre e empático com os que cometem uma falha.