Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 22/06/2021
Com o advento da modernidade, a sociedade passou a se preocupar cada vez mais com o meio ambiente e com as injustiças sofridas pelas minorias. Sendo assim, a população, quando presencia uma situação que não acha correta, causa uma grande repercussão entre os canais midiáticos, com o objetivo de demonstrar revolta e difamar as pessoas que cometeram alguma violação dos direitos humanos, logo, esse fenômeno é chamado de “cultura do cancelamento”. Porém, apesar de possuir uma causa nobre, a cultura do cancelamento pode trazer diversas consequências para quem as sofre, como problemas psicológicos, perda de grandes investimentos e ataques virtuais.
Sob esse viés, o fenômeno de cancelamento virtual contraria a famosa frase “temos de nos tornar a mudança que queremos ver” de Mahatma Gandhi, visto que não se pode acabar com a violência incentivando-a ainda mais com comentários maldosos. Logo, se a população quer que as injustiças destinadas as minorias e as violações dos direitos humanos tenham fim, é necessário que a sociedade mude seus atos e demonstre mais respeito e empatia pelos outros. Sendo assim, para que as injustiças no mundo contemporâneo acabem de uma vez por todas, a mudança deve começar com as pessoas. Ademais, Karol Conká, uma cantora e influenciadora brasileira, sofreu com a cultura do cancelamento após participar do programa BBB, que possui grande audiência em todo país. Em razão de comentários mal-intencionados e atitudes maldosas dentro do programa, a cantora foi alvo de duras críticas, perdeu milhões de seguidores e sofreu rejeição de 99% pelo público. Dessa forma, é visível que essa cultura do cancelamento que repercute na sociedade atual é prejudicial para as vítimas e deve ser tratado com seriedade, pois pode transformar a vida de quem o sofre.
Em síntese, é fundamental que medidas sejam tomadas para que a cultura do cancelamento pare de ser um fenômeno na sociedade contemporânea. Portanto, é necessário que as instituições de ensino, por meio de palestras, debates e trabalhos que abordem temas sobre respeito, empatia e perdão, discutam com os alunos sobre como comentários ou atitudes maldosas podem influenciar na vida de alguém, para que assim, os jovens aprendam a demonstrar empatia pelo próximo e a não cometerem o ódio gratuito nas mídias sociais. Assim, a sociedade poderá ser mais justa e igualitária para todos, livre de ódio e preconceito.